6 de fev. de 2013

O Tempo

@pv_lopes


Ela está intrigada com o tempo. Ele não faz sentido. Força em levá-la para um caminho que não parece ser o que lhe agrada. Parece um barco a motor que se dedica a buscar os caminhos do vento. Não é o vento que te move, ele apenas te brinda com o beijo do entardecer. O motor está nas tuas mãos, Lívia. Defina o teu caminho.
Projeta o norte que te agrada. Participa daquilo que te agrada. Afasta o Bauman e sua vida líquida, o seu amor líquido. Dá estrutura às relações que te fazem bem.
Lívia, viva plenamente. Não é o tempo que tem culpa. És tu que estás a fazer mau uso dele. Faça dele um sagaz parceiro e não um corrupto adversário.

5 de jul. de 2012

Nada é secreto

Recentemente saiu uma lista com as principais causas de separação entre casais. Uma delas é a traição através de redes sociais, como o facebook. 

Um grande músico já passou por isso. Há um bom tempo atrás, Jorge Drexler viu seu casamento acabar depois que sua mulher, na época, leu mensagens que ele havia recebido. Depois disso ele compôs essa canção.

E tu? Já passaste por uma situação dessas ou quase foi flagrado? Deixe seu comentário sobre isso.


23 de jun. de 2012

Justa Causa


Juliana Moreira
@jubii_

Sentia por ele um amor profundo, mas sabia que seria impossível conviver com aquela gargalhada durante muito tempo. Poderia aturar uma série de outras coisas, mas não conseguia encontrar sentido em amar alguém cuja expressão da felicidade fosse algo absolutamente indesejável. 
 Resolveu deixá-lo.

21 de jun. de 2012

Tutti


Peço desculpas aos meus queridos leitores (Konijn e PV, quando muito), mas já estourei minha cota de letras da semana. Se quiserem ver onde, fiquem à vontade: http://www.bastiao.net/apps/blog/o-fim-da-pequena-caverna-mágica-e


18 de jun. de 2012

Guardas da Fronteira

@pv_lopes

Competição entre Índia e Paquistão para decidir quem fecha a fronteira com mais imponência.

17 de jun. de 2012

Bom Fim



Judeus

Boêmios

e afins


Cronk's
Lancheria do Parque

Parque Farroupilha

Redenção

Redemption Songs



Bah, tchê

Logo ali

Fernandes

Felipe

Deu pra ti



Ocidente

Oriente Médio

e a gente



Sarau elétrico

Cultura íntima

Amigos bêbados

Cidade baixa próxima

Excitação lívida



Palavraria

Palavra ali

Palavra todo dia



Expresso

Curto

Longo

Carioca



Gremista

Colorado

Ronaldo



Café do Lago

Pedalinho

Pedala Robinho



Liberta a América

Liberta as dores

Assiste a libertadores

no Vermelho 23



Senhor do Bom Fim

Brick, sebo, velharia

sabedoria



Intelecto

Filósofos de boteco

Um teto



Livros, livres, tristes

Vida me olhava e ria

Lia



Inicia na Osvaldo e termina

É o fim e é bom

bom se acabar assim

11 de jun. de 2012

Rap da Água

@pv_lopes

Não desperdice água. E se não sabe, não cante.

4 de jun. de 2012

Tributo

@pv_lopes

Na semana passada rolou o Tributo à Legião Urbana, uma das banda mais representativas do rock nacional. Marcou uma geração e ainda encanta aqueles que passam a ouvi-la. 
Algumas críticas foram feitas em relação à interpretação de Wagner Moura. Desafinado, entorpecido, dispensável. Na verdade foi irrelevante. Maior que tudo foi a homenagem.

Aqui uma das músicas mais marcantes da banda, que logo estará nos cinemas (ao menos espera-se que sim.)

28 de mai. de 2012

Vitrola

@pv_lopes

Hoje eu lia uma dessas revistas que indicam aquelas bandas que ninguém conhece mas todo mundo devia. Falava sobre os músicos, comparava com outros, dava nota. 
Dediquei um tempo para ouvir alguns presentes na lista.

O primeiro foi Curumim, músico paulistano que acaba de lançar o seu terceiro disco: Arrocha. O cara já tocou com Trio Mocotó, Criolo, Céu e mais um baita time da música brasileira; foi considerado pelo The New York Times, o mestre do funk brasileiro. 

Segue uma amostra do som de Curumim:



Outra audição que merece destaque é Aíla Magalhães, paraense que mistura sons caribenhos e o pop produzido por aqui. O seu primeiro disco, Trelêlê, foi lançado há pouco, merece destaque.

26 de mai. de 2012

À espera da partida


Gabriela Goularte
@gabegou

Chegou muito cedo ou muito tarde. O certo é que teria que esperar. 
Vinha esperando há tempos, ansiando pela chegada e a subsequente partida. Até pensou em procurar outros caminhos, mais felizes, mais longos. Mas decidiu ficar ali, naquela estação, à espera. 

O tremor dos trilhos antecipou o que vinha. Não abanou a mão, em adeus; só tinha aquele tremor nas pernas, a cada passo próximo. Adiantou-se em direção ao trem e entrou, num salto. Um salto profundo, de encontro às ferragens, de cara no chão, carregado adiante por uma força insuperável, sensível e precisa: a morte. Agora, ao fim da espera, partia em direção à luz no fim do túnel.

21 de mai. de 2012

The Down of Hope

@pv_lopes

É impressionante a habilidade  de criação a partir da areia. 
Vale a pena ver este e mais vídeos da russa Kseniya Simonova.


18 de mai. de 2012

A pé


Juliana Moreira
@jubii_

Caía sobre nós uma chuva gentil, e já não sentíamos nenhum medo. Decidimos descer a pé a longa avenida até a nossa casa. Por volta da meia-noite, andávamos pela metade do caminho.

Compreendemos então que apenas éramos na metade do caminho.

E jamais chegamos em casa.

14 de mai. de 2012

Flor honesta

@pv_lopes


Eu quero uma camiseta do Serge Gainsbourg.
Eu quero uma Brigitte Bardot de calcinha no sofá.

Eu quero o rompimento do tradicional. A reinvenção do que existe.
A flor honesta na garrafa transparente. O mistério fervoroso do amor.

O olhar que antecede o cumprimento. O seu brilho é melhor do que a palavra dita. A sua curiosidade é pura, a palavra só quer impressionar.

11 de mai. de 2012

Luz

@anabebeth

Aquele momento, hoje repleto de escuridão
Alumia
Aquela árvore em que nos encostamos no alto do morro
Alumia
O banco que ficava ao pé da árvore
Alumia
O horizonte pleno que fitávamos ao longe
Alumia
A nuvem e a noite que nos encobria
Alumia
A lembrança praticamente esquecida no fundo do porão
Alumia
Abro os olhos e sinto a brisa, quem diria
É a lua
Que alumia

10 de mai. de 2012

Desabafo


Hoje tive a prova de que muitos caras que não nasceram em berço de ouro simplesmente creem que a realidade em que vivem (e que nós vivemos de forma geral), a desigualdade que torna a vida de uns tão diferente da de outros é a realidade à qual foram destinados.

E já ouvi de algumas pessoas comentários do tipo "isso não vai mudar, sempre foi assim e sempre vai ser".
Claro, nada muda de uma hora pra outra mas algumas coisas que afligiam essas pessoas hoje já foram amenizadas, afinal, como mesmo tu comprou esse celular touch screen? Não foi no governo do FHC ou da Yeda.

Mas voltando: além de muitos não crerem em uma luz no fim do túnel, sentem-se prejudicados, por exemplo, por uma passeata de sindicato acabar trancando o trânsito. De certa forma é chato, mas se formos pensar, é com atitudes como essa - que alguns grupos tomam - que consegue-se pressionar o governo para melhorias nas condições trabalhistas. Certamente seu salário não vai aumentar do nada, ou sua carga horária diminuir.

Nesse contexto (que aconteceu hoje, mas que sempre se repete) vi um cara de estilo rapper criticar a passeata: "Trabalhei o dia todo e na hora em que todo mundo tá voltando pra casa esses caras vêm fazer passeata, são muito vagabundos, em vez de trabalhar! Tinham que ser despedidos mesmo!". Esse discurso é inválido quando a pessoa que o manifesta é prejudicada também pelo próprio discurso. É só pensar: se os sindicalistas fizessem a passeata de madrugada, como já ouvi um cobrador de ônibus sugerir, de que adiantaria? Trancar o trânsito, prejudicar o funcionamento da cidade para chamar atenção do governo para sua causa é fundamental e, como já disse, essa causa só traz benefícios para os trabalhadores, inclusive para o cara que falou isso.

Além disso, esse discurso hipócrita do sujeito - acredito que ele seja do movimento hip hop, um movimento que luta por mudança e por igualdade social - me soa meio fora da realidade. A única coisa que me faz crer que ele possa gostar de rap mas ao mesmo tempo tenha um discurso reacionário (contra a revolução, a mudança) é a possibilidade desse sujeito "sofrer gravemente" de ignorância.

Não dá pra baixar a cabeça e aceitar injustiça, é preciso muita luta pra tudo mudar. Não permitamos que sacanas e aproveitadores caguem na nossa cabeça. Não dá pra se contentar até que seja contentável.

Pronto, desabafei.


Sandrinha


Que vadia. Me trocou por um heroizinho. Eu sei que o cara é foda. Não é a minha praia, mas eu apóio o cara. Mas ela é vadia. Putz. Já to criticando o cara, nem queria. O cara vale mais que eu. Ela que não vale nada. Agora é moda dar pro cara? O cara merece pegar mulher, eu sei. Mas ela não precisava fazer assim. Baita puta. Não é que seja puta, mas olha isso. Só porque é comigo? Cala a boca.