24 de fev de 2011

Transversal 4

     
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    A vida está repleta de transversais. Como as ruas. Como os olhares. Como as pessoas que se cruzam todos os dias no ônibus.
    Os pensamentos são sempre um mistério e tentar descobri-los em alguma alcova cerebral o grande desafio.
    As tentativas são muitas. Acontecem naqueles olhos claros de uma senhora sentada. Pensa em seus netos? Em uma Porto Alegre perdida nas memórias? São decifrados apenas momentos antes de partir para o reencontro com os seus.
    Outros seguem indecifrados. Como aqueles olhos castanhos, parcialmente cobertos por uma franja ruiva. Parecem blindados pela simplicidade sufocante do passeio das ideias entre intervalos no olhar.
    O fascínio está na ausência de respostas. Na possibilidade de criar mais histórias a partir daquele singelo olhar.

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