26 de dez. de 2011
Tudo tem seu tempo
20 de dez. de 2011
Minimalism


18 de dez. de 2011
Confesso


14 de dez. de 2011
#HEHA 003


12 de dez. de 2011
11 de dez. de 2011
O primeiro. O segundo.
O primeiro começa com uma cama rangendo e algum suor. O segundo passa as horas transformando-se em fóssil e desfazendo-se em pó. O primeiro sente-se satisfeito e de certo modo até confortável, embora não faça ideia de que está discutindo com um vaso de flores. O segundo ainda espera que esqueçam seu rosto numa pequena cidade da Bahia. O primeiro afasta as cadeiras pra vomitar e consegue cambalear até o sofá. O segundo sente-se forçado a abandonar a casa de três andares dos pais por achar que não saberia como lidar com eles depois que as notícias da sua viagem chegassem até os ouvidos deles. O primeiro não sabe, mas tem um tumor qualquer em alguma parte do corpo que irá parar de funcionar e matá-lo depois de um ou dois anos de internação. O segundo perderá a vida durante o sono e passará seus últimos 11 anos de existência tentando deixar algum traço da sua personalidade no seu sobrinho. O primeiro consome um fim-de-semana inteiro na cama lendo On The Road pela segunda vez. Faz 4 refeições durante esse tempo. O segundo sente-se atraído por louras de salto alto maiores do que ele mesmo. O primeiro descobriu que tem um filho de dois anos há três dias. O segundo espera calado até que seu terceiro inquilino do ano acalme a esposa para lembrá-los de que o aluguel está atrasado. O primeiro perde bêbado o último ônibus de um domingo de céu sem estrelas. O segundo esquiva-se de entregadores de folheto como se tivessem facas nas mãos.
O primeiro vê seu futuro nas lápides do Père-Lachaise. O segundo sequer lembra de que está vivo.
10 de dez. de 2011
"Literatura
Desde que aprendeu a ler a palma da mão, Íris vai até a rodoviária recolher prosa das pessoas que acenam aos que partem.
E versos aos que chegam."


8 de dez. de 2011
Faz sempre boa noite
Ilustrações de destaque, design arrojado e fotojornalismo são alguns dos esquemas trazidos à imprensa brasileira por O Cruzeiro, potente revista que circulou de 1928 a 75. Pertencente aos Diários Associados, o negócio morreu na decadência do império de Chateaubriand, mas fez escola.
O site Memória Viva faz um trabalho muito massa de recuperação desta e de outras clássicas publicações. Dá uma olhada! D'O Cruzeiro, tão disponíveis os conteúdos completos de várias edições, incluindo a seminal e a derradeira. (O mais engraçado é um editorial da última edição que jura aos leitores a continuidade da revista.)
A seção "Propaganda" é uma das melhores do site. Tem dezenas de anúncios perolados que passaram pelas páginas d'O Cruzeiro, dos anos 20 aos 60. Bem divertido, tanto pros estudantes de publicidade (meu caso) quanto pros vagabundos (meu caso). Hoje tô útil.
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boquinha de cemitério |
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sempre boa noite |
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estará maluco??? ~ não ~ mal humorado |
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motivacional |


5 de dez. de 2011
Hélio Leites
Marcel Duchamp disse que a arte é aquilo que o artista diz que é arte.
Ela vem daqueles que conseguem ver a vida sobre outra perspectiva.
Olhos como o de Hélio Leites.


2 de dez. de 2011
Quando ela o vê
Qualquer um poderia pensar numa cena de guerra, dirigida por Coppola, vinda direto de Apocalypse Now. Seria um equívoco, mesmo ela possuindo um ferimento fundo, vermelho vivo, aberto abruptamente em segundos. Seu peito aparece estilhaçado e ela, estupefata, mal consegue respirar. Essa cena se repete várias vezes, até no mesmo dia. Me pergunto o porquê da extrema violência. Mal sei eu, ao vê-la naquele estado, que está feliz. Ora, quem supõe que viver um romance é fácil? Cada vez que o vê, seu coração salta de maneira tão feroz e, como um ímã, é puxado em direção a ele. Simples, dessa maneira tão ferrenha. É sempre uma batalha para trazê-lo de volta. O suficiente vem, mas um bocado significante de seu coração sempre segue com ele. A sensação é de completa impotência. Ela o pertence por inteiro, não há o que fazer. Resta a esperança de que ele cuide daquele frágil e louco coração que é capaz de protagonizar tal cena, que chega a assustar meus olhos e minha alma pela tamanha paixão que carrega.
1 de dez. de 2011
Swing grande


28 de nov. de 2011
Interação


24 de nov. de 2011
Agora és poesia
Dia de estreia
A partir desta data teremos a companhia de Gabriela Goularte no blog. E já começa em grande estilo.
Gabriela, Welkom terug.
Embrace.
23 de nov. de 2011
Eu não imito não duplico não repito nada do que dizem os que dizem mas não dizem nada
21 de nov. de 2011
O Sal Tupinambá
Carona


14 de nov. de 2011
10 de nov. de 2011
Sonhar Desperta
Eu os escutei com atenção. Primeiro, para me distrair de uma dolência que me atacou nestes dias. Depois, porque pude ouvir o que havia depois que eu os abandonava nas narrativas.
Aí eu comecei a contar a minha história. Todos me escutavam com atenção, porque gostariam de saber como entraram na minha vida.
E chegando aqui, não sabia mais o que dizer.
- Então escreva! - alguém gritou ao longe. E acordei.


9 de nov. de 2011
Remo - 1
7 de nov. de 2011
4 de nov. de 2011
Éle
Lendo longe
Lindo livro livre
Logo ligo
Lugares
Lacunas
Lampejos lisos
Lote lento
Limpo
Luto
Luto limpo
Laço lábia
Lanço lixo
Leio
Lenço
Labuta
Largo
Lá luz latente
Lua
Luz lúcida
Linha
Última
2 de nov. de 2011
Sr. Vaiquevai
Sr. Vaiquevai andava
Todo dia, sem faltar
Todo o dia, até o ocaso
Toda a rua, sem pular
Mas, um dia, Vaiquevai
Caminhou até o cartório
E ao notário proferiu:
- Nome próprio vou mudar!
E de Vaiquevai Quevai
Se tornou Sr. Nadão
Que não anda mais pra nada
Tudo agora é natação


31 de out. de 2011
Sonho Brasileiro
Sonho Brasileiro_Manifesto from box1824 on Vimeo.


28 de out. de 2011
Histórias do Mundo ao Avesso
27 de out. de 2011
O Empalhador de Zebras - capítulo VI
**
capítulo I
capítulo II
capítulo III
capítulo IV
capítulo V
24 de out. de 2011
Ilusões a prazo
22 de out. de 2011


20 de out. de 2011
Quem não tem mais o que dizer,
Vai dizer algo por dizer.
Quem tem muita coisa pra dizer
Também tem muito em que pensar,
Por isso vai deixar de dizer.
[Só não pode deixar de tentar.


17 de out. de 2011
Kids


15 de out. de 2011
14 de out. de 2011
sobre a figura mais melancólica que eu já vi
10 de out. de 2011
Pedalada até o Gasômetro


7 de out. de 2011
Ney aí
3 de out. de 2011
Amor literal
parte da infância de muitos de nós.
29 de set. de 2011
Agonia no apartamento 4 do conjunto habitacional


26 de set. de 2011
Estar
23 de set. de 2011
Três Marias
@ensta
21 de set. de 2011
Té mais
tá bom!
te amo.
17 de set. de 2011
Alheio
14 de set. de 2011
Bem a calhar
o coelho que coelha
colhe os frutos da colheita
na colheita, que coelha!
corre lá, não faz desfeita
coelhamos, nós e ele
construímos nosso lar
virtual, acolhedor
coesão? a consultar
12 de set. de 2011
Nicole
11 de set. de 2011
Eu sou um samurai
Eu sou um samurai. De onde vem o meu foco? Do meu desespero. De onde vem minha coragem? Do meu medo. De onde vem minha força? Das minhas palavras. E o meu orgulho? Admito: sou orgulhoso, mas não aplaudo orgulho sem lastro, admiro a superação e a garra. A coragem.
O medo de errar vem junto, contudo, os passos foram contados antes de dizer sim, dizer não, de apertar ok. E não é o medo que vai me parar, se eu cair eu vou me levantar como já levantei várias vezes. Sei que tenho capacidade de me erguer até o topo, de mudar e de ensinar, e também de aprender.
Mesmo que eu perca a próxima batalha, ser um derrotado não faz meu estilo.
9 de set. de 2011
Minha Utopia
Então eu acordo e tento olhar ao meu redor. Vazio. Um imenso nada de uma cor que não existe. Estou flutuando de uma forma antes pensada impossível, talvez isso seja a gravidade zero. O som também não existe. Não escuto nada, não vejo nada, não sinto nada. Não sinto nada com o tato. Parando para pensar, não possuo tato, não possuo corpo.
O silêncio é, de alguma forma, o poder mais intenso dessa coisa/lugar onde me encontro. Me pergunto se realmente me encontro em algum lugar. Aqui o tempo e a mera existência que somos acostumados não fazem sentido, nem pensam em acontecer. Tento organizar meu pensamento, se é que consigo pensar. Levitação é uma palavra que eu poderia tentar utilizar para descrever essa sensação. Mas, entende, o estado em que me encontro é indizível. Ele, de fato, não existe.
De qualquer maneira cá estou, atônita, tentando decifrar o que estou sentindo (se realmente estou sentindo algo). Êxtase, o cúmulo da paz interior e exterior. Eu e o nada, eu no nada, eu sou nada. Eu sou tudo. Esse vazio de alguma forma está me completando. É como se eu estivesse mergulhada em um mar de algo denso e ao mesmo tempo tão leve como uma brisa. Na verdade eu não estou nesse mar, eu sou esse mar. Não possuo mais matéria. Estou misturada nessa imensidão, partículas, penso que menores que os átomos, que são eu mesma, se fundem nesse grande vazio. Mas espera aí, estou sentindo alguma coisa a mais.
É uma força ainda mais intensa que o silêncio, essa força agora também faz parte de mim. Ela entrou completamente nesse vazio. Agora me sinto, de fato, completa. Não peça para eu explicar, isso não existe, isso é o nirvana da alma. Ah, agora faz sentido.
Sou completa, pois sou só alma. Sou completa pois essa força que chegou é a tua alma. Ápice da veemência nessa utopia. O encontro das almas da forma mais pura que se possa imaginar. Não tenta imaginar, é impossível. O impossível aqui, nesse espaço atemporal é a única coisa possível. O deleite prolongado ao máximo, a alma lépida para sempre.
8 de set. de 2011
Canto sem melodia por uma terra dona de si
5 de set. de 2011
Maturidade


1 de set. de 2011
(in)justiça, (out)justiça


29 de ago. de 2011
Quanto tempo?

27 de ago. de 2011
Sobre um sonho
25 de ago. de 2011
People are strange


22 de ago. de 2011
Detalhes
19 de ago. de 2011
Sobre nossas cabeças
18 de ago. de 2011
#HEHA 002


15 de ago. de 2011
Adéu, Barcelona
O café de determinada rua, a feira do final de semana. O sotaque diferente, a maneira diferente de ver a vida. Vivência extremamente enriquecedora.
No entanto, às vezes esquecemos de retribuir à cidade o que ela nos oferece.
Foi o que aconteceu neste vídeo.


12 de ago. de 2011
O Empalhador de Zebras - capítulo V
**
capítulo I
capítulo II
capítulo III
capítulo IV